Futebol e travesti: têm algo a ver?

Claro que “futebol e travesti”, em um primeiro momento, não era para ter muito a ver, entre si, não é?! Só que o jogador da seleção brasileira de futebol, Adriano, mais conhecido como “imperador”, acha que tem. Meu amigo, “imperador” é “imperador”!… Não vou discutir com ele…

Dois jornais (“Extra” e “Meia Hora”), noticiaram algo que me parece ser uma tradição no futebol, mas que, alguns querem transformar em escândalo. Cumprindo uma ritualística padrão, em véspera de jogo oficial da seleção, desta feita foi a vez do jogador Adriano, organizar uma “senhora” festa , em sua mansão na Barra (Rio) que, segundo as fontes, começou às 17 h da segunda(23/03) e terminou às 5 da matina do dia seguinte, quando a turminha já estava toda pronta para embarcar para a Granja Comary, em Teresópolis(RJ), para “dar o sangue” pela camisa amarela. Êta gente resistente….afinal, são atletas, né!?….

A frequência na festa foi a melhor possível! De um lado os jogadores da seleção e agregados relacionados ao ofício. De outro, “as máquinas”. Dizem às más línguas que só tinha “avião” circulando pelo pedaço. Algumas gatas conhecidíssimas da televisão, outras nem tanto assim, mas igualmente sensacionais, além de serem “altas funcionárias” da “Centauros”, conhecida casa noturna do local. Devia ser um verdadeiro colírio, aquele monte de mulheres lindas “indo” e “vindo”…codeloco…

Patrícia Araújo
Patrícia Araújo

Até aí, não vi nada demais, numa festinha desta natureza, só para descontrair, antes de um treino duro que terão pela frente. Mas, a polêmica toda, se entendi bem, foi em função da presença de dois gays e um travesti. Os dois gays, segundo fontes fidedignas, faziam o papel de garçons servindo em bandejas camisinhas e lubrificante íntimo, em potes, para quem fosse precisar fazer um uso responsável desses recursos. E o travesti foi a famosa Patrícia Araújo que, não estava muito disposta e, por isso, so quis ficar até às 4 horas, na festa! A considerar pelas notícias, pelas presenças e pelas curiosidades, realmente, esta deve ter sido uma festa e tanto. Isso até me leva a crer que deve ter uma pontinha de inveja, por não ter sido convidado, naqueles que exorcizaram o “imperador” por ter permitido uma festa assim, digamos, tão rica e diversificada, como pareceu ser esta em sua casa. Continuo achando que não houve nada demais no evento.

Mas, só tenho a dizer que isso me leva a duas importantes reflexões:

1ª) “Por que não fui ser jogador de futebol???!!….” e

2ª) Acabo de compreender o termo muito usado no futebol, quando se chama a atenção para se ter muito cuidado com as “bolas nas costas“. Agora, sim, faz todo sentido!

HSF

Notícia na íntegra (G1), aqui, Gazeta (online)/Globo, aqui.

Foi roubar de “Deus” e acabou no purgatório

Eu já vi golpes na praça, de todo tipo. Alguns, são tão bem elaborados e criativos que, por isso, acabam chamando a nossa atenção. Já, outros, são golpes comuns, que a gente vê toda hora, mas que, infelizmente, ainda funcionam. Mas, um crime tão mal elaborado e “amador”,  igual ao que foi noticiado hoje, pelo Gazeta online, eu nunca tinha visto, de tão fraco. Seria até hilário se, antes, não fosse trágico. Acho que nem meu filho de 11 anos cairia numa mentira dessa, criada só com o objetivo de extorquir dinheiro. O tipo penal é aquele velho e conhecido “171”, estelionato.

A história, sem pé nem cabeça, foi mais ou menos assim: um advogado de 25 anos, devendo uns 5 mil reais na praça, resolveu pegar um pastor pra “cristo”, sem trocadilhos baratos, e tentar resolver a sua situação financeira. Aí, ele esperou o pastor acabar o culto e, ao final, chamou aquele representante de Deus para uma conversa, digamos, mais ao pé do ouvido e iniciou a aplicação do golpe, contando que ele tinha conhecimento de que o pastor e seu contador estavam sob séria investigação da Receita Federal e que o valor final a pagar, entre tributos e multas, seria uma exorbitância. Todavia, o tranquilizou, dizendo que se ele depositasse a bagatela de R$ 500 mil reais em uma continha de uma determinada empresa de “consultoria”, tudo seria resolvido, com certeza! Ahhh bom…..

O bom pastor, apesar de surpreso com aquela história (de péssima qualidade!), velho de guerra, pediu um tempinho e seu ausentou do recinto, provavelmente, dizendo que iria averiguar com seu contador, a possibilidade de levantar aqueles fundos e resolver de vez aquele “problema”. Coisa nenhuma! Nem pensou duas vezes: ligou para a polícia! Depois voltou para o local da “negociação” e continuou dando corda para o estelionatário em início de carreira……naquela altura, já convencido de que iria conseguir pagar a sua dívida e depois se aposentar, só vivendo da renda auferida da diferença apurada no golpe. Neófito que só ele!…… rsrs…..

A polícia chegou, interrompeu aquela “agradável” negociação e levou o rapaz preso (como não poderia ser diferente). Dizem que o pastor, segurando a Bíblia, virou para o detido e ainda disse: “ …que Deus lhe ajude, meu filho…precisando, estamos por aqui....”. Pô, pastor, essa foi uma obra-prima em sarcasmo, hein?! rsrs….

No depoimento, o jovem advogado, reconheceu seu erro e se disse arrependido. Também afirmou que é evangélico (igualzinho ao pastor que ele tentou “pungar”…) e que, depois que for libertado, pretende continuar normalmente na profissão. Fiquei pensativo……de qual profissão ele estaria se referindo? A de estelionatário ou a de advogado? E ainda que fosse a de advogado, qual vai ser a sua especialidade preferida? Penal tributário, talvez….?! rs….

Moral da história: se roubar do homem já nos parece ser um mau negócio, o que dirá roubar de Deus, não é verdade?!….

De uma coisa eu tenho certeza: passada toda essa turbulência na vida desse rapaz, ele será mais um ardoroso e penitente evangélico no pedaço. É sempre assim. Será daqueles que andam com a bíblia debaixo do braço e que estão sempre propagando as vantagens de ter “conhecido o senhor Jesus”. Será um fiel frequentador de igreja evangélica como qualquer outro, com uma única diferença: o seu dízimo, será exigido adiantado, por parte do pastor. Quer apostar?

HSF

Leia a notícia na íntegra aqui.

“Corredores. Sim, nós somos diferentes”

Academia de ginástica é um ambiente interessante pelos tipos que lá se vê. É tão eclético que encontramos pessoas das mais diversas profissões e motivadas pelas mais variadas razões para, muitas vezes, acordarem cedo ou deixarem de fazer outras coisas (…quase sempre menos interessantes…), para estarem lá, no meio de um monte gente suada, dando o seu “sangue”, por puro prazer ou, no mínimo, por reconhecer a necessidade de fazê-lo.

É também na academia que se conhece pessoas. Umas demoram mais do que outras para se “deixarem” conhecer mas, ao final, com o passar do tempo e com a “forçada” convivência, a primeira conversa “puxada” é questão de tempo pra acontecer.  Vou a academia bem cedo, quase todos os dias, para tentar fortalecer a musculatura (…já meio cansada de guerra…), principalmente dos membros inferiores, para que na hora em que eu estiver correndo, pelas ruas ou em qualquer outro ambiente, nenhuma surpresa desagradável apareça, fazendo com que eu fique de molho por prazo indeterminado.

Só tem que, devo admitir, ao contrário de outros praticantes de corrida, eu simplesmente adoro a esteira! Se existe o termo “rato de academia”, eu poderia perfeitamente me auto-denominar “hamster de academia”, porque parece adorar ficar correndo naquela rodinha, sem sair do lugar. Se eu prefiro a esteira à correr no chão firme? Depende. Se for um lugar bonito com árvores em volta, vento fresco no rosto, silêncio precioso quebrado só pelos sons de animais silvestres, não tenha a menor dúvida: jogo a esteira no lixo. Mas, se for num ambiente tenso, poluído com ruídos e gases de veículos, com risco de ser assaltado, quebrar o pé num buraco ou mesmo de ser atropelado, sou mais a esteira de academia, mil vezes. O meu preparador é que fica bravo, tentando me mandar para rua. Ele sabe que se depender de mim, fico é na esteira mesmo e, com isso, comprometo o treinamento dele…..rs…..

Num dia desses, após uma corrida de 1 hora na esteira, a uns 9 Km/h (…um treino pianinho….), estava eu alongando ainda em cima da máquina, quando se aproximou um senhor, de cabelos brancos, cujo nome não sabia, embora eu o visse todos os dias naquele local. Virou pra mim e perguntou:

Rapaz, me desculpe a pergunta, mas tenho visto você correndo aí já não é de hoje. É impressão minha ou você, às vezes, fica rindo sozinho, enquanto corre?

Olha, o senhor tem razão. Eu acho que eu fico rindo em alguns momentos mesmo…..

Mas, isso é normal?! (brincou o velhor senhor). É o que você fica ouvindo no seu ipod, que o faz rir?

Não…não. No ipod só tem música (principalmente reggae). Na verdade, não sei bem explicar não. Simplesmente me dá vontade de rir e é isso que eu faço….rs… (….não ia entrar no mérito de que aquela “euforia” se dava em função das doses de endorfina, proporcionadas pela corrida, jogadas na minha corrente sanguínea, né?!…rsss….Eu ia parecer um babaca, entrando nesta seara…..rs….)

É………vocês, corredores, são bem estranhos mesmo, não é!? (…e voltou para o seu abdominal, morrendo de rir…).

Bem, “estranhos”, eu não diria. Mas, “diferentes”, com certeza! Isso me faz lembrar uma espetacular campanha publicitária promovida pela Adidas , que vi pela primeira vez, nas revistas “Runners” americanas, de 1999, que chegavam em minha casa com quase 2 meses de atraso, cujo título destacava exatamente a diferença típica de comportamento dos praticantes de corrida. Seu título original era “Runners. Yeah, we´re different“, que em tradução livre seria “Corredores. Sim, nós somos diferentes“. O mais engraçado é que a campanha “diz” tudo somente através de fotografias, extremamente oportunas e bem tiradas (…ou boladas…). É quando a gente vê corredores fazendo aquilo que para a maioria das pessoas é pura maluquice mas, pra nós, algo absolutamente comum.

Consegui algumas fotos da campanha original e terei o maior prazer em compartilhá-las com os leitores. São todas ótimas, mas tem duas melhores, na minha opinião. Uma é a foto de uma mulher com olhar intrigado ao ver um corredor de rua no warm up (antes do início da prova), colocando band aid no “biquinho” do peito (correr mais de 1 hora e meia sem esta “proteção”, causa uma assadura horrível, que você fica se lembrando por 15 dias, no mínimo). A outra é a de uma senhora que está num consultório médico espantada ao ver, nas paredes, tantos números de inscrição em diversas corridas de rua (…daquelas colocas no peito do corredores com quatro pregadores…), emolduradas, como se fossem diplomas de formatura. Provavelmente, o médico devia ser um orgulhoso corredor que fazia questão de mostrar em que cidades do mundo ele teve a oportunidade de correr. Repare que ganhar ou perder, não faz a menor diferença, neste caso. O fato de se ter participado e chegado é que deve ser lembrado, tanto é assim, que não há medalhas nem troféus pendurados, só a prova de que ele participou. O que mais posso dizer, antes de lhes apresentar a campanha? Coisas de corredor…..

HSF

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Um dia muito ruim…

Imagine uma coisa que pudesse acontecer com você hoje e que, certamente o deixaria muito, mas muito irritado (Puto, seria o termo mais autêntico, para o caso!…). Agora multiplique ou potencialize por 3 (no mínimo)…Aí, põe irritação nisso, não é!? Pois o meu dia de ontem foi assim! De tirar “monge budista” do sério. Alguns o chamariam de um dia de fúria, outros de um dia de cão, eu, por mera precaução, prefiro me limitar a chamá-lo simplesmente de dia “ruim”. Pelo menos assim, consigo colocá-lo na categoria de um dia como qualquer outro, só que com características que exigem da gente um maior preparo psicológico para reagir, adequadamente, aos acontecimentos. 

Acho que isso deve ser muito mais comum do que se possa imaginar. Todo mundo já deve ter experimentado um dia desses, em que se tem a nítida impressão de que todas as más notícias e irritações de toda natureza resolveram se concentrar naquelas, aparementemente, comuns 24 horas. 

dia-de-furia-atireiopaunogato

dia_de_cao_atireiopaunogatoAliás, isso já deu até enredo de filme. Lembro de dois, especialmente que me vêm à

 cabeça imediatamente quando penso em um dia em que a gente se deixa se descontrolar por motivos externos. Um deles, e mais antigo, é o “Dia de cão”, protagonizado pelo craque Al Pacino. O outro, um pouco mais novo, é o “Dia de Fúria”, cujo ator principal foi Michael Douglas. O primeiro filme baseia-se em fatos reais: um homem (Al Pacino) e um cúmplice estão cercados em um banco, com os funcionários como reféns, ao tentarem assaltá-lo. Diga-se de passagem que tudo dava errado para o cara. Em torno do acontecimento, que deveria durar apenas dez minutos, mas acabou durando horas, a mídia torna tudo um evento que tende a não acabar bem, como de fato, é o que acontece. Já o segundo filme retrata a história de um homem desempregado que chega ao seu limite de equilíbrio emocional,  num dia, durante um congestionamento e resolve combater a escória da sociedade ele mesmo. Será um dia inesquecível para William Foster (Michael Douglas) e o detetive que estava para se aposentar, Martin Prendergast (Robert Duvall), que tem a missão de encontrá-lo e capturá-lo na imensa Los Angeles. Para quem gosta de filmes antigos, mas que fazem a gente pensar, eu indico os dois. São os detalhes do psicológico dos personagens que tornam as tramas muito interessantes. 

Bom, voltando ao meu dia, não penso que devo “apagá-lo” completamente de meu calendário, por três razões: 1) porque ao preocupar familiares e amigos, todos vieram ao meu “encontro” estendendo-me a mão, pelo momento visivelmente mais difícil que eu passava. Isso nos mostra, claramente, com quem você pode realmente contar. São sempre os mesmos, é verdade! Mas, é ótimo saber que eles existem; 2) porque a minha corridinha da manhã foi excelente, eu diria, altamente produtiva…rsrs…..; e 3) porque devo tirar caras lições das reações que apresentei, diante das contingências. Acredito que da próxima vez que enteder estar passando por mais um “furacão” parecido com o que passei ontem (e que ainda repercute hoje), terei mais maturidade e não arriscarei tomar decisões, das quais, por certo, me arrependeria pouco tempo depois, como o foi dessa vez. 

Peço desculpas a todos que preocupei e agradeço a todos que se juntaram a mim, em sinal de união. Não posso dizer que nunca mais vou passar por um dia desses, escolhido a dedo, como exemplo de “problema”, mas posso certamente, ter um melhor controle sobre as minhas reações quando isso acontecer novamente.

Conselhos??!!…Não sou muito afeto a aconselhar ninguém, mas se estiver passando por um dia desses, o ideal mesmo, seria você poder suspender toda a sua agenda (profissional e pessoal) e se distanciar (fisicamente mesmo) do local em que está inserida a sua rotina. Lá, isolado ou com poucos e bons amigos, espere a “tempestade” interior, passar. Acredito que assim, a gente consegue estar mais preparado para resolver as questões, depois. Infelizmente, não foi isso que fiz. Mas, se não der pra suspender a agenda e “escapulir” por um dia, amigo, você só tem uma coisa a fazer: coloque a “faca” entre os dentes, calcule friamente todas as consequencias de seus atos, pense em sua família, em seus amigos e na vida que você tem e encare a “fera” desse dia, como se fosse um dia como qualquer outro. Acredite: ele vai terminar! E, quando este dia, ao seu final, virar as costas pra você, não se esqueça, passe a mão na bunda dele!

HSF