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Dicas de viagem do Paulo Coelho

Monday, July 19th, 2010

Visitando o Blog do Paulo Coelho, vi um interessante post no qual ele enaltece a viagem como uma importante forma de aprendizado (concordo!) e terminou por dar preciosas dicas de viagem. Achei que valia a pena reproduzí-las aqui, tomando a liberdade de ressalvar somente aquela que trata dos “museus” (a primeira dica). Quanto a todas as demais concordo em gênero, número e grau.

HSF

Desde de muito jovem descobri que a viagem era, para mim, a melhor maneira de aprender. Continuo até hoje com esta alma de peregrino, e decidi relatar neste blog algumas das lições que aprendi, esperando que possam ser úteis a outros peregrinos como eu.

1] Evite os museus. O conselho pode parecer absudo, mas vamos refletir um pouco juntos: se voce está numa cidade estrangeira, não é muito mais interessante ir em busca do presente que do passado? Acontece que as pessoas sentem-se obrigadas a ir a museus, porque aprenderam desde pequeninas que viajar é buscar este tipo de cultura. É claro que museus são importantes, mas exigem tempo e objetividade – voce precisa saber o que deseja ver ali, ou vai sair com a impressão de que viu uma porção de coisas fundamentais para a sua vida, mas não se lembra quais são.

2] Frequente os bares.
Ali, ao contrário dos museus, a vida da cidade se manifesta. Bares não são discotecas, mas lugares onde o povo vai, toma algo, pensa no tempo, e está sempre disposto a uma conversa. Compre um jornal e deixe-se ficar contemplando o entra-e-sai. Se alguém puxar assunto, por mais bobo que seja, engate a conversa: não se pode julgar a beleza de um caminho olhando apenas sua porta.

3] Esteja disponível. O melhor guia de turismo é alguém que mora no lugar, conhece tudo, tem orgulho de sua cidade, mas não trabalha em uma agência. Saia pela rua, escolha a pessoa com quem deseja conversar, e peça informações (onde fica tal catedral? Onde estão os Correios?) Se nao der resultado, tente outra – garanto que no final do dia irá encontrar uma excelente companhia.

4] Procure viajar sózinho, ou – ser for casado – com seu conjuge.
Vai dar mais trabalho, ninguém vai estar cuidando de voce(s), mas só desta maneira poderá realmente sair do seu país. As viagens em grupo são uma maneira disfarçada de estar numa terra estrangeira, mas falando a sua língua natal, obedecendo o que manda o chefe do rebanho, preocupando-se mais com as fofocas do grupo do que com o lugar que se está visitando.

5] Não compare
. Não compare nada – nem preços, nem limpeza, nem qualidade de vida, nem meio de transportes, nada! Voce não está viajando para provar que vive melhor que os outros – sua procura, na verdade, é saber como os outros vivem, o que podem ensinar, como se enfrentam com a realidade e com o extraordinário da vida.

6] Entenda que todo mundo lhe entende
. Mesmo que nao fale a lingua, nao tenha medo: já estive em muitos lugares onde nao havia maneira de me comunicar através de palavras, e terminei sempre encontrando apoio, orientação, sugestões importantes, e até mesmo namoradas. Algumas pessoas acham que, se viajarem sózihas, vão sair na rua e se perder para sempre. Basta ter o cartão do hotel no bolso, e – numa situação estrema – tomar um táxi e mostra-lo ao motorista.

7] Não compre muito. Gaste seu dinheiro com coisas que nao vai precisar carregar: boas peças de teatro, restaurantes, passeios. Hoje em dia, com o mercado global e a Internet, voce pode ter tudo sem precisar pagar excesso de peso.

8] Não tente ver o mundo em um mes. Mais vale ficar numa cidade quatro a cinco dias, que visitar cinco cidades em uma semana. Uma cidade é uma mulher caprichosa, precisa de tempo para ser seduzida e mostrar-se completamente.

9] Uma viagem é uma aventura.
Henry Miller dizia que é muito mais importante descobrir uma igreja que ninguém ouviu falar, que ir a Roma e sentir-se obrigado a visitar a Capela Sixtina (sic), com duzentos mil turistas gritando nos seus ouvidos. Vá à capela Sixtina (sic), mas deixe-se perder pelas ruas, andar pelos becos, sentir a liberdade de estar procurando algo que não sabe o que é, mas que – com toda certeza – irá encontrar e mudará a sua vida.

Estradas brasileiras, vilãs do turismo interno

Monday, June 15th, 2009

Depois de muito tempo, acabei baixando a guarda e aceitando o convite de amigos para fazermos uma viagem com a família de carro. Resolvemos ir para Teresópolis (RJ), “descansar” na Pousada Urikana (excelente!), com programação de ida à Petrópolis (RJ), para que as crianças pudessem conhecer um pouco de nossa história, principalmente, aquela contada pelo Museu Imperial. Programa simplesmente imperdível, para adultos e crianças!…

A viagem em si, foi ótima! Belas paisagens, ótima história e sensacional companhia de amigos. Além disso, como sempre, uma imersão forçada com a família, sempre favorece o estreitamento destas relações que, no corrido dia-a-dia, sofrem com as nossas ausências.

Mas, a dureza mesmo foi chegar. Tenho horror a dirigir em estrada. Acho, inclusive, um idéia de jerico enfiar a família num carro e viajar por mais de 2 horas. Imagine então 6 horas!? Uma insanidade, considerando o permanente risco que se corre nestas circunstâncias. Mas, tem hora que a gente precisa ser menos intransigente e aceitar a vontade da maioria. Foi o que fiz, caindo na estrada.

Resolvemos curtir o bucolismo das estradas vicinais, sem caminhões e com paisagens lindas durante todo o percurso. Foi aí que fui parar numa estrada criminosa, a RJ-186 transformada em MG-393, especificamente, o trecho compreendido entre Santo Antônio de Pádua (RJ) e Além Paraíba (MG), passando por uma “grota” (com todo respeito) chamada Pirapetinga (MG).

A estrada era só cratera. Consegui me livrar enquanto foi possível, até que passei por um trecho que, dada uma certa combinação de fatores, tecnicamente conhecido como “azar fudido”, não tive como evitar o pior. Isso me custou dois (eu disse dois!) pneus rasgados e duas rodas de liga leve empenadas (ambos do lado direito do veículo). Foram quase três horas parado na estrada à noite e com duas crianças no carro perguntando se ia demorar, a cada 5 minutos. O estresse era tão grande que nem foi possível aproveitar aquele céu estrelado, que se apresentava majestoso sobre nós…rs…

Não fosse a rapidez e boa vontade de um casal amigo que viajava conosco em outro carro, talvez, tivéssemos ficado o dobro do tempo parado ali, a mercê da sorte. Ficou clara a primeira grande lição: nunca viajar sozinho de carro.

A segunda grande lição é a seguinte: não deixe de viajar com a família e amigos, mas se esforce (gastando um pouquinho mais…) para conseguir ir de avião até uma cidade mais próxima, fazendo o menor trecho possível de carro (alugado). Isso reduziria exponencialmente o risco de acidentes. No meu caso, por ter tomado um prejuízo de cerca de R$ 1.200,00 com os consertos, até sobraria dinheiro se eu tivesse feito esta opção.

Mas, no final das contas, ter podido ver meus filhos correndo pra lá e pra cá, soltando vapor pela boca, provocado pelo clima frio das montanhas e ter comemorado meu aniversário (12/junho) entre amigos da melhor qualidade, tomando um autêntico Malbec Crios, da Susana Balbo foi mais do que suficiente para a viagem ter valido a pena, superando em muito o desagradável incidente. Gostei de verdade da programação feita e agradeço muitíssimo por ter podido fazer esta viagem.

Quanto ao acidente, ainda poderemos ter um desdobramento disso, caso sigamos em frente com o propósito de acionarmos o Estado de Minas Gerais pelas estradas criminosas mantidas sob a sua responsabilidade. Quem sabe daqui a uns 40 anos, nossos netos não possam usufruir financeiramente desta nossa iniciativa, não é verdade..!?…rs…

Finalmente, a terceira e última grande lição tirada desta experiência nas estradas é tão-somente a ratificação daquilo que sempre achei e deverei continuar achando: viajar é ótimo, mas viajar de carro é mesmo uma merda! Não acha não!? Já conseguiu rasgar dois pneus em um único buraco? Rsss….

Capixaba: muito orgulhoso de sua terra

Wednesday, March 18th, 2009
Moqueca Capixaba

Moqueca Capixaba

Perdi as contas das vezes em que, em pleno horário nobre na rede Globo, a programação era recheada com uma propaganda do Estado da Bahia. Eu, daqui do Espírito Santo, sentadinho na minha poltrona, acabava vendo as “maravilhas” (indiscutíveis, a bem da verdade!!!…) de meu querido Estado vizinho, só porque havia, por parte daquele Governo Estadual, primeiro vontade política e, depois, orçamento, para esbanjar “baianidade” por todos os recantos do país. Resultado: pintou feriado, pra onde a gente vai, hein!? Pra Bahia, é claro! É Salvador, Morro de São Paulo, Prado, Caravelas, Porto Seguro, Cumuruxatiba, Ilhéus e por aí vai….

Olha, a Bahia é mesmo um espetáculo de belezas naturais e de potencial turístico, aliás, acabo de voltar de lá (vou comentar isso em algum outro post…rs…), mas o Espírito Santo, com sua diversidade cultural e típica culinária, não fica, de forma alguma, atrás no que tange ao turismo, incluindo-se uma outra imensa vantagem que é a sua reduzida extensão, o que representa uma efetiva facilidade e economia a mais para o turista que pretenda conhecer as belíssimas praias de nosso Estado, mas também queira ter contato com as nossas montanhas e suas tradicionais culturas descendentes (Itália, Alemanha, Austria, etc…). Riquezas turísticas ímpares, completamente distintas e separadas, muitas vezes, por apenas 30 minutos de carro.

Sempre bati na tecla de que nosso Estado merecia, por seus méritos geográficos e pelo povo acolhedor que tem, uma atenção e um investimento maior na divulgação de suas belezas com vistas ao desejável incremento de seu movimento turístico, hoje, ainda incipiente, pode-se assim dizer…

Não sei quais ações têm sido tomadas no que tange à divulgação atual de nosso Estado por aí afora mas, internamente, o Governo Estadual (Paulo Hartung), através de sua Secretaria Estadual de Turismo (SETUR), teve a oportuna e louvável iniciativa de produzir uma peça publicitária de ótimo gosto e inigualável qualidade, só para divulgar o nosso Estado para o próprio capixaba que, a considerar pelos apelos e assédios vizinhos, acabava por esquecer de fazer turismo na sua própria terra.

Agora, fico todo “bobo” quando vejo, no intervalo do Jornal Nacional, entrar a peça denominada “Aviso aos viajantes: descubra o Espírito Santo“. Tenho certeza de que, com isso, muita gente vai passar a redividir o seu orçamento familiar destinado às viagens, reservando um pedacinho para as nossas maravilhas, tais como: Vitória, Vila Velha, Serra, Guarapari, Marataízes, Anchieta, Nova Almeida, Santa Teresa, Domingos Martins, Pedra Azul, Itaúnas, Linhares e tantos outros pontos que fazem deste Estado um dos mais bonitos do Brasil.

A propósito, ainda que já seja óbvio, o capixaba a que se refere o título deste post sou eu mesmo!

HSF

OBS: Adoro Moqueca. Sabe por que eu não falei “moqueca capixaba“? Por que seria a mais absoluta redundância….rsss…..Se é “moqueca, só pode ser capixaba porque o resto é peixada”, plagiando e homenageando o autor desta importante observação, Cacau Monjardim. (Nada contra o dendê e o leite de côco, mas aquilo pesa tanto na barriga que, ao invés de sobremesa, você só consegue pensar em uma rede para se recuperar…)