Posts Tagged ‘esporte’

A Copa do Mundo é uma grande festa!

Thursday, July 1st, 2010

É impossível ficar sem publicar algum post, em plena copa do mundo de futebol, na África do Sul, ainda que você esteja passando por uma tremenda escassez de tempo (…e de disposição, claro!…rs).

A Copa é uma grande festa! Uma mistura de raças e de costumes admirável. Nunca fui a uma, mas em 2014 teremos uma grande chance de comparecer, pois será aqui, no Brasil. Espero que possamos acompanhar esta próxima copa, ostentando uma estrela a mais no peito…

Bom, amanhã terá um jogo que reputo como extremamente difícil. Quartas de final entre Brasil e Holanda (que joga muito bem).

Vou deixar meu palpite e depois volto para conferir se acertei: Brasil vai sofrer num jogo que será muito tenso, mas passa para a semifinal.

Quem está me agradando até agora nesta copa da África do Sul? Alemanha e Argentina, nesta ordem. Pena que no próximo sábado, uma das duas se despede do mundial, não é!?…

Bola pra frente! (…tô de volta…..)

HSF

Trekking ES Sul – do papel para a história…

Tuesday, February 2nd, 2010
Eu na praia de Marobá
Eu (praia de Marobá)

…É rico, é pobre, é feio, é bonito, é branco, é preto, não interessa! No final, vai todo mundo pro mesmo buraco… prlroo burlraaacoo…..” . Esta autêntica filosofia de botequim foi dita, em voz bastante alta e arrastada, por um inofensivo “bebum” que passava ao nosso lado, enquanto tomávamos uma água de coco bem gelada, de frente à bonita praia de Marobá (sul do Espírito Santo), iluminados por uma espetacular lua cheia e pelo gratificante sentimento de dever cumprido, ao vencermos a primeira etapa de nosso trekking, completando 12,5 Km, em 4 horas e meia de caminhada pela praia. A sexta-feira já estava no fim. Era quase hora de dormir e se preparar para o dia seguinte…

Este trekking foi todo planejado com o uso do Google Earth (para baixar roteiro clique aqui). Com a providencial ferramenta, foi possível mapear nosso ponto de saída, praia das Neves (extremo sul do estado do Espírito Santo), calcular o tamanho aproximado das duas “pernas” de caminhada (entre 10 e 15 Km, cada) e escolher os pontos de apoio, ou seja, locais prováveis para que pudéssemos chegar, tomar banho, comer alguma coisa, apreciar ligeiramente as características locais e, claro, desmoronar o esqueleto em alguma cama honesta, para aprontá-lo para o dia seguinte de programação.
Manguezal - Marco zero

Manguezal - Marco zero

caminho deserto 1

caminho deserto 1

caminho deserto 2

caminho deserto 2

caminho deserto 3

caminho deserto 3

Falésias e beleza natural

Falésias e beleza natural

Falésia - chegada estava próxima

Falésia - chegada estava próxima

Garças - presença constante

Garças - presença constante

Lagoas: presença constante ao longo do caminho

Lagoas: diversas ao longo do caminho

companhia: especial e inspiradora

companhia: especial e inspiradora

O sul do Espírito Santo mostrou-se, realmente, muito bonito. Logo na saída do Trekking, no extremo sul do estado do Espírito Santo, avistamos a divisa geográfica entre nosso estado e o estado do Rio de Janeiro, o rio Itabapoana. Pouco depois do local em que desemboca o rio, nas areias brancas da praia, antes da movimentação natural (quiosques e banhistas) da praia das Neves, foi nosso local de partida. Foi nosso marco zero!

A primeira etapa, não foi nada fácil. Vento forte contra, sol escaldante e uma severa inclinação na areia, eram fatores a serem superados neste trekking. Além disso, a areia era bastante (,) fofa. (..aliás, para distrair e sacanear os outros, a gente colocava uma vírgula, entre o “bastante” e o “fofa”, sempre que se referia ao estado da trilha…..rs….falta do que fazer….).

Foram 12,5 Km de uma imensidão de areia e mar, boa parte, completamente deserta. Uma verdadeira terapia. Nos primeiros 3 Km, é um falatório só. Depois, um silêncio avassalador (…só se ouve o vento e o mar, imponentes!…). É quando a gente se encontra com a nossa consciência e faz as pazes com tudo aquilo que nos traz felicidade e tranqüilidade. É quando vemos que precisamos de muito, mas muito pouco para sentirmos alegria de viver. É aí que vemos como temos nos violentado, em nosso dia-a-dia, numa corrida de “ratos” maluca, à procura de algo (..nas coisas, no consumo…) que já está em nós….

amigo canino: uma grata surpresa!

amigo canino: uma grata surpresa!

"siri" - sempre vigilante

"siri" - sempre vigilante

Esta primeira etapa de nosso trekking teve um personagem único e inusitado. Quando passávamos em frente à praia das Neves, um cão alegre se aproximou, balançando o rabo. Como nós não o espantamos (…coisa que outros deviam fazer…), ele se juntou ao grupo. Pensei que fosse andar um pouquinho só ao nosso lado e depois voltar para a vila. Engano meu! O bichano nos acompanhou por toda a primeira etapa. Caminhou conosco, mais de 4 horas, até chegarmos na praia de Marobá.

O mais curioso era a sua atividade predileta. Ele avistava ao longe um siri branco de praia (…também conhecido como guruçá…), corria atrás, cercava, latia e tentava pegar com a boca sua “presa”, até que ela conseguisse fugir pro mar. Daí a pouco, fazia tudo de novo, quando enxergava um novo infeliz morador daquelas areias. A gente percebeu que ele não tinha intenção nenhuma de machucar o siri (…embora talvez o fizesse, às vezes…rs…). Era pura diversão. Aquele cachorro tinha personalidade e sabia o que queria. Impressionou a gente, pela sua independência e felicidade. Ficamos amigos e pra não chamar um amigo de “cachorro”, demos a ele um nome bastante sugestivo: “Siri”.

Pousada Baleia Branca: honesta

Pousada: honesta

Chegamos na praia de Marobá, cansados, mas muito contentes com o feito. Ficamos hospedados na Pousada Baleia Branca. Um local super limpo, honesto em tudo e cujos proprietários são gente (de Juiz de Fora (MG)), simples e acolhedora, a Carla e o Sr. “Tchê” (pai) (Pousada Baleia Branca – (28) 3535-4099 – Marobá e (32) 3237-9272 – Juiz de Fora / Diárias com café da manhã custam em torno de R$ 80,00/US$ 43,00).

Em Marobá, ainda de “gruja”, acompanhamos um evento muito interessante: Marobá Acro Brasil: I Etapa do Circuito Brasileiro de Acrobacias de parapente. Parecia um evento internacional, pela quantidade de “gringo” fazendo graça com os parapentes no ar. Só tinha fera. Quem imaginaria que encontraríamos essa atração lá, não e mesmo!? A própósito, a Prefeitura de Presidente Kennedy está de parabéns pelo investimento que tem feito em seu verão. Muito legal e vale a pena conferir.

No dia seguinte, o mais cedo possível (…rs…), partimos para a realização da segunda etapa do desafio. Não tínhamos mais a companhia de “Siri”. Quem sabe ele tenha encontrado novos “amigos” e novos destinos, que satisfizessem àquele seu invejável espírito livre? (…desejamos ao “Siri” boa sorte!…). Apesar disso, consideramos um trecho mais tranqüilo. As baías eram menores, a areia não era mais tão fofa e o trajeto não se apresentava tão inclinado como antes. Também começamos a ver lindas falésias e pedaços de mata de restinga intocável. Foi um espetáculo. Fizemos os 11 Km em 3 horas e meia. Chegamos triunfantes ao Camping do Siri, nosso destino final. Lá, já tínhamos nossas reservas, na pousada, registradas. Foi lá que, há dois dias, havíamos deixado o carro e fomos levados de táxi para o extremo Sul do Estado. Aliás, o motorista foi o Sr. Delci ((28) 9883-0849/3532-4180 – corrida custou R$ 90,00/US$ 48,00). Sujeito prestativo e falante. Tenho certeza de que terá o maior prazer em levar outros andarilhos para a saída na trilha, que descobrimos. No Espírito Santo, certamente, é o ponto mais ao sul, pertinho do mangue que margeia o rio Itabapoana.

Passamos à noite de sábado rindo à toa e, sempre, regada à água de coco, vinho e cerveja (…muito chato….rs…). No domingo, ficamos de molho o dia todo, aproveitando a ótima praia do siri, de frente ao Camping. O corpo doía, mas a alma estava radiante! Lembrei da frase célebre muito usada por maratonistas: pain is temporary, proud is forever (a dor é temporária, o orgulho é para sempre).

Eu já sabia, mas para os que se aventuraram pela primeira vez, foi uma constatação de que fazer um trekking é algo extremamente gratificante. Lava a alma e nos leva a diversas reflexões. Desde a nossa insignificância diante da grandeza da natureza ao valor das pequenas coisas, dos gestos mais simples, nada passa despercebido, após horas caminhando numa praia deserta. É comum a gente perceber que costuma complicar as coisas. A nítida impressão que temos é que a vida podia ser mais fácil. Enfim, trekking é tão bom que não podemos passar muito tempo sem uma nova programação. Breve, faremos novas caminhadas e, quem sabe, conseguimos cobrir toda a costa do Espírito Santo em menos tempo do que se possa imaginar, não é mesmo!? Tenho certeza: companhia é o que não vai faltar…rs….

Costumo dizer que você nunca termina um Trekking, exatamente como começou (…não me refiro aos naturais calos e bolhas no pé….). Ao final, os laços de amizade, entre as pessoas que participam, se reforçam e nossa auto-estima se reconstitui. A gente vê que ali, na trilha, todo mundo parece igual diante do mesmo desafio assim como sempre deveria ser, fora dali. Afinal, de fato, somos todos muito parecidos em nossos anseios, medos, desafios e desejos. Foi quando lembrei do início deste post, do recado daquele “bebum” de Marobá e, pensei:e não é que o ébrio tem razão?!….rs….

É desse jeito!!!…..

HSF

Dirran é nosso!

Wednesday, September 16th, 2009

dirran_atireiopaunogatoSegundo as “boas” línguas, esta aconteceu de verdade, envolvendo um jogador brasileiro com nome “estrangeiro”…

DIRRAN – com o famoso “biquinho” para pronunciar num francês impecável – Jogador do Rio Grande do Norte meio agalegado ou sarará. Era entroncadinho e baixinho de pernas bem ágeis, mas muito curtas.

Há alguns anos, quando o Clube Atlético Potengi ainda jogava no Machadão contra o Potyguar de Currais Novos, na 2ª divisão do Campeonato do Rio Grande do Norte, um jogador atleticano se destacava fazendo dribles desconcertantes, lançamentos perfeitos e fazendo muito gol.

O narrador da Rádio Poti não cansava de gritar: “Dirran é um craque”, “Dirran é uma revelação do futebol norte-riograndense”. “Dirran breve na seleção brasileira”. E era Dirran prá cá, Dirran pra lá …

No final do jogo, o Clube Atlético Potengi perdeu por 3 x 1, mas, mesmo assim, o destaque daquele jogo tinha sido o jogador Dirran.

Vendo aquele sucesso todo do jogador atleticano, um jovem repórter da Rádio Poti foi fazer uma entrevista com o craque na beira do gramado e foi logo perguntando:

- Dirran, você tem parentes na França? Esse seu nome é de ascendência francesa?”.

O jogador, olhando espantado para o repórter, respondeu:

- “É não sinhô, é que meu apelido é Cú de Rã, mas como num pode falar na rádio… então, eles abrevia”.

Ahhh…bom!….rsrsrs….

Esta história já virou de domínio público na internet, sendo encontrada em diversos lugares, como no blog R2CPress. Nem por isso, deixa de ser uma piada pronta da melhor qualidade…

HSF

Rotina de uma corredora

Tuesday, August 11th, 2009

Procurando casos particulares de quem mudou a sua vida ao começar a praticar corrida, achei super interessante o “case” da Ana Maria Coltro, que tem 49 anos (…claro que parece ter muuuito menos…) e pratica corrida há 18 anos.

Ao que tudo indica ela passou a gostar tanto de corrida que adaptou sua vida a este esporte. Acorda cedo (05:30 h…..uhh…isso ninguém merece!…rs…) faz suas corridas e depois assume a sua empresa, por volta das 08:30 h, segundo sua própria narrativa. Ela tem uma empresa de turismo (Xtravel) que, inclusive, possui uma linha de produtos específicos para levar corredores à provas internacionais de corrida, com um forte diferencial competitivo: a dona da empresa também vai junto para correr … rsrsrs.

E o mais curioso é quando ela conta o que a fez se interessar pela corrida: “o semblante de alegria de quem ela via correndo“. É mesmo impressionante como isso contagia as pessoas….

Fenômeno jogando, desastre falando

Thursday, July 9th, 2009

Na última segunda-feira (06/07), se alguém passasse pela porta de meu quarto, à noite, certamente, concluiria que eu estava vendo o melhor programa humorístico de todos os tempos. Erraria! Eu estava vendo o programa “bem amigos” da rede Globo/SporTV, apresentado pelo polivalente Galvão Bueno. Então, do que é que eu e minha mulher ríamos tanto!? De Ronaldo, o fenômeno!…

Meu amigo, o cara é um fenômeno jogando bola (mesmo gordinho), mas dando entrevista, em programa ao vivo, é um desastre de grandes proporções.

Foram muitos os momentos hilários, mas aqueles realmente inesquecíveis foram quando Ronaldo começou a falar do Presidente Lula e sua paixão pelo Corinthians. Falou que foram à Brasília colocar a faixa de campeão no Presidente, foi quando Galvão perguntou a ele, o que é que Lula teria falado ao pé de seu ouvido, como mostrava uma imagem em video. Ronaldo desconversou, dizendo que não lembrava, até soltar a seguinte pérola: “…Lula disse que vai indicar várias empreiteiras para ajudar o timão...”. Santa Ingenuidade……rs….

Depois, colocado de novo na parede, disse que conheceu o palácio quase todo, acompanhado da primeira dama, Dnª Marisa, que até lhe apresentou orgulhosa “…a sua criação de porquinhos da Índia…”. KKKKKK…….(não vai aqui nenhuma crítica política e também nada contra a criação do Cavia Parcellus, mas não consigo imaginar a Dnª Ruth Cardoso, criando estes bichinhos no fundo do Palácio…rsrsrs…)

Aí para fechar com chave de ouro, o fenômeno resolveu sacanear a torcida flamenguista (vamos combinar: isso eu adorei!) colocando sob suspeita o método estatístico que nos tem dado conta de que se trata da maior torcida do Brasil. Galvão, chegou a gelar e se saiu logo com a idéia de que Ronaldo estava só “tirando onda”, de brincadeira. Que nada! Tava falando super sério e deve ter enfurecido os flamenguistas que já devem estar preparando uma “linda” recepção para ele, no Maraca, por ocasião do jogo Flamengo e Corinthians que ainda vai acontecer…

Ronaldo é um exemplo de atleta, de sucesso, de persistência e de vencedor. Não resta nenhuma dúvida! Particularmente, me diverti demais com a sua entrevista e com a forma despretensiosa com que lançava as suas idéias, como se ignorasse a enorme repercussão de tudo que se fala em programa de TV.

Mas, como ele passou a ser admirado por todo o mundo, jogando futebol, algo que nasceu para fazer, acho que deveria ser assim delimitada a nossa análise sobre o fenômeno, independente de bobagens fenomenais que tenha produzido, naquela famigerada noite do “bem amigos”.

Eu gosto do Ronaldo e torço muito por ele. Mas, que Lula deve ter ficado muito puto com ele, ahhh…isso ele ficou….rs…

PS: Alguém saberia onde e quando será a próxima entrevista do fenômeno, hein!?

HSF

“Dez coisas que eu odeio na corrida”

Thursday, April 2nd, 2009

marcos_caetano_atireiopaunogatoUma dos motivos que me fez assinar a revista O2, sem dúvida, foi a coluna “aquecimento”, do jornalista (e corredor) Marcos Caetano, de escrita fácil, acessível, engraçada e extremamente oportuna. Remexendo a minha coleção de revistas antigas (….que aliás, minha mulher,  há anos, é doida para eliminar….), tive o prazer de reler uma de suas ótimas crônicas, na revista O2 nº 12, de abril de 2004, ou seja, era o término do primeiro aninho de aniversário desta excepcional publicação, que até hoje, prima pela qualidade de suas matérias.

O título do texto era “Dez coisas que eu odeio na corrida”. De forma bem humorada, o articulista descreve acontecimentos altamente desagradáveis que, certamente, serão reconhecidos por todos aqueles que gostam e praticam a corrida com regularidade. O engraçado é que todos já passamos por algo semelhante. Na corrida de rua, são simplesmente inevitáveis os confrontos com situações, como as descritas abaixo. Quem corre, vai gostar. Parabéns, Marcos Caetano!…

1) Madames tranca-rua – São assim chamadas aquelas peruas – ou plínios de meia-idade – que preferem fazer suas caminhadas em grupos de quatro ou cinco. É claro que, para conversar, é melhor que todas caminhem lado-a-lado, mesmo que isso interdite completamente a passagem dos pobres corredores que decidem utilizar a pista de Cooper. Passo por elas várias vezes e escuto seus comentários, sempre aos berros. Os assuntos seguem mais ou menos este roteiro: enfermidades diversas no Km 1; compras no exterior no Km 2; fofocas hediondas sobre as amigas mais magras no Km 3; plástica e botox no Km 4; e as últimas da revista Caras no Km 5. Aí elas param, porque preparo físico de perua só aparece quando elas estão num outlet dos Estados Unidos. 


2) Personal dogs – Não tenho nada contra o sujeito que quer ser personal trainer do próprio cachorro (se bem que, muitas vezes, o cão é que parece estar treinando o dono), desde que ele tome as seguintes providências: pit-bull e correlatas, só com focinheira, sendo que os donos dessas bestas pavorosas também poderiam usar o artefato; nada de deixar o bicho sacudir a baba e emporcalhar o nosso tênis novinho com aquela coisa pegajosa; e, por favor, nada de coleira estilo carretel, que obriga os infelizes corredores a combinar as habilidades de fundista e pulador de corda – se não quiserem cair de cara no chão. 

3) Escarradores – Já que falamos da baba canina, existe coisa pior do que aquele camarada que espirra gritando ‘Vasssssssssco!’, puxa o catarro das entranhas, regurgita o dito cujo, vira a cara… e larga uma grossa escarrada para trás, sem ver quem está vindo? Já tive que dar alguns saltos mortais para me livrar dos disparos desses infelizes. Tá encatarrado? Melhor ficar em casa. 

4) Corredores orgásmicos – Tudo bem que correr é uma delícia. Mas será que é tão bom assim? Será que precisa gemer e gritar tanto? Você vai correndo tranqüilamente pela pista até que, de repente: ‘Arrrrrrgh!’, ‘Unnnnnngh!’, ‘Arrrrrrrfff!’, ‘Aaaaaaaimeujesus!’. É assustador! E ainda tem aqueles gritos mais pornográficos: ‘Poooorracaraaaalho!’, ‘Aaaaiputaqueospariu!’, ‘Ahhhhputameeeerda!’, além de várias modalidades de gemidos eróticos. Eu hein… Será que o shortinho de corrida desses corredores tá tão cravado assim? 

5) Marombeiros – Esses são terríveis. Vivem na academia, se entupindo de bombas e puxando ferros. Têm fôlego de tuberculoso, mas, quando passam por você, fazem uma insuportável cara de superioridade – quando não dão uma piscadela e um sorrisinho triunfal. O que os trogloditas do açaí não sabem é que, muitas vezes, aquele magrelo que eles acabaram de ultrapassar está no 17º quilômetro de uma corrida de 20, enquanto eles estão nos primeiros 300 metros de sua corrida diária de… 800 metros. 

6) Mamãe, tô na Globo! – Como são malas os caras que nunca treinam e, quando chega o dia de uma prova importante, aparecem vestidos de Chapolín Colorado, de Barbie, de caravela, de exu caveira e ficam pulando na frente das câmeras, segurando faixas e cartazes e atrapalhando o desenrolar da corrida. 

7) Ciclistas – Desculpem, mas, assim como quem tem barco à vela detesta quem possui barco motorizado, os corredores não são muito amigos dos ciclistas. Primeiro porque eles passam ventando pelas nossas orelhas; depois porque nossa classe já sofreu incontáveis baixas por atropelamentos; e por último porque eles realmente se acham membros de uma elite – mesmo já tendo aprendido que, no triatlo, quem corre mais ganha mole de quem nada ou pedala melhor. Hehehe. Gostaram dessa, pedaladores? 

8) Torcedores sacanas – Quilômetro 18 de uma meia maratona, você estouradaço, tentando encontrar forças para as últimas ladeiras… e um palhaço grita: ‘Aê, mané, a queniana já chegou faz meia hora’. Pensamos em tacar o tênis, cheio de chulé, nas fuças do infeliz. Acha fácil? Vem correr. Mas a gente respira fundo e segue em frente. 

9) Ixpicialixtax – Não importa o esporte que você pratique. Haverá sempre um especialista de plantão, sem qualquer experiência no assunto, mas, ainda assim, disposto a te dar uma aulinha. Gente que pergunta quantos quilômetros tinha a maratona que você correu, apesar de ainda não ter sido inventada uma maratona diferente daquela da antiguidade, com 42 km e uns quebrados. Ou então que insiste em saber em que posição nós chegamos, como se fôssemos o Paul Tergat. ‘Logo atrás da sua mãe’, dá vontade de responder. 

10) Ladeiras – Não há como gostar delas. Ainda que tentar, como diz o amigo Alberto Banach, ajuda bastante. Correr bem nas ladeiras é algo invejável. Gostar delas, é grave desvio de caráter. Recomendo tratamento psicológico urgente aos que pensam assim. ”

Corrida melhora ereção e evita câncer

Tuesday, March 24th, 2009

Como diria um velho conhecido meu “é muita coisa boa junta pra ser verdade”…né não!? Mas, ainda bem que o título deste post representa a mais pura verdade e é fruto dos mais recentes estudos científicos sobre o assunto. É tão bom, que parece até manchete sensacionalista. Aliás, se o objetivo deste humilde blog aqui, fosse causar impacto, certamente o título seria mais ou menos assim: “quer transar e viver mais? Prepare-se para correr!...”. Duvido que você não teria clicado primeiro nesta notícia, antes de qualquer outra.

Tenho um cunhado que é médico. Ele vive implicando comigo, dizendo que o ser humano é “bípede” e, por isso, não foi feito para correr e, sim, para andar. E que é por isso que a corrida causaria um percentual fora do comum de lesões nas articulações dos membros inferiores, na lombar, na coluna, etc….Isso, porque o sistema músculo-esquelético do humano, não foi “projetado” para os impactos provocados pela corrida. Ele repete igual a um disco furado: “gente foi feita pra andar”. Enquanto ele fala mal da corrida, eu falo mal de cunhado….rs….e aí ficamos assim combinados.

A despeito das afirmações contrárias à corrida (diga-se de passagem, não só defendidas por meu cunhado, mas por alguns outros estudiosos…), sempre tive, ainda que intuitivamente, a nítida sensação de que nos períodos da minha vida em que eu estava correndo, com regularidade e com intensidade de média para forte, tinha um ânimo muito superior para fazer as coisas, tinha mais saúde, mais alegria, mais paciência, melhor sono, melhor memória, melhor preparo físico geral (…nem preciava falar isso, né?!…rs…) e, por incrível que possa parecer, melhor sexo. Quando eu falava isso, a galera morria de rir, dizendo que era puro exagero na minha propaganda pró-corrida. Eu podia dizer, como sempre disse, que a “corrida era boa para tudo”, aí as pessoas aceitavam. Agora, quando eu dizia que a corrida  aumentava até o meu tesão, aí começava a gozação, de novo…..nunca entendi essa divisão que algumas pessoas faziam…..

Agora, recentemente, pesquisas demonstraram que a corrida praticada de forma regular, melhora consideravelmente a disfunção erétil, ou seja, o corredor teria uma chance muito menor de sofrer desta doença, cada vez mais comum em nossa sociedade moderna. Desculpe o infame trocadilho, mas trata-se de uma notícia mais do que “bombástica”. E ainda daria uma outra manchete sensacionalista ótima, olha só: “corredor contumaz de dia, atleta sexual de noite“. É horrível, eu sei….mas, chama a atenção, não chama!? rs….

O resumo da explicação para este fabuloso e desejado fenômeno é que o óxido nítrico induz ao relaxamento da musculatura lisa dos corpos cavernosos, favorecendo a ereção peniana. Ou seja, todo o caminho por onde o sangue passa precisa estar desobstruído e sabidamente a corrida ajuda nessa “limpeza”. A corrida altera positivamente esse funcionamento oxidativo, aumentando os níveis de óxido nítrico, além de estimular hormônios mais conhecidos, como a adrenalina, a noradrenalina, a testosterona, o estradiol (nas mulheres) e as endorfinas, que dão a sensação de euforia, na gente. Resultado: quanto mais você corre, mais o bicho pega, meu amigo……Quer melhor!?

Não bastasse a melhora na nossa performance sexual, a revista “Medicine & Science” in “Sports & Exercise” publicou na edição de outubro um estudo mostrando que a corrida de 10 Km pode evitar o câncer de próstata em homens acima dos 50 anos. Ficou comprovado que quanto mais rápido e melhor condicionados são esses corredores, mais se evita o crescimento da próstata. O estudo envolveu mais de 28 mil homens estudados num período de 8 anos, o que reforçou a confiabilidade dos resultados, dada a relevância da amostra utilizada.

Eu sugiro a leitura da matéria completa, publicada na página 62, da revista contrarelógio, edição de janeiro de 2009 (Não possui link na internet, desta matéria). O conteúdo foi muito bem escrito, na seção “notícias do corpo”, por Luiz Carlos de Moraes (lcmoraes@compuland.com.br).

Se eu tivesse uma daquelas “plaquinhas”, escrito “EU JÁ SABIA“, que se usa em final de campeonato de futebol em que o torcedor levanta só para despertar a fúria da torcida adversária (do time que perdeu, claro!), podem ter certeza, era a hora de eu levantá-la, na frente de todos que duvidavam de mim, quando eu afirmava isso, muito antes das pesquisas, somente com base na minha própria “experimentação laboratorial caseira”, se assim podemos nos referir a um oportuno e bem sucedido affair com a companheira. Codeloco…

Para quem, verdadeiramente, se interessou nesta associação quase irresistível apresentada pela corrida, tome a decisão mais díficil de todas que é começar. Os demais passos, acabarão se tornando mais fáceis. Existem diversos programas para os mais diversos níveis de sedentarismo e/ou obesidade em que você se encontra hoje. Qualquer hora, pode-se dizer, é boa hora para começar, desde que sejam respeitados os seus limites, o seu condicionamento e as etapas que deverão ser alcançadas paulatinamente. Importante considerar que o acompanhamento de um profissional nas áreas médica, nutricional e de educação física, garantirão o sucesso da mudança que será operada em você. Após o sinal verde dado pelos exames médicos prévios e obrigatórios, siga à risca as instruções passadas por seus orientadores. Eu garanto que você vai começar andando e quando você menos esperar já estará correndo. A distância e a velocidade, você escolhe depois, em função daquilo que mais lhe agradar. Isso, sem contar que você vai ficar cansado de ouvir: “….mas, amor, de novo….?!….”.

É por isso que eu posso dizer que amo a corrida, mesmo naqueles períodos em que não estou correndo o tanto que gostaria. Tenho horror a pensar na morte. Mas, sei que trata-se de uma inevitabilidade da natureza. Que seja! Já que temos que morrer mesmo, com a corrida sempre constante em nossas vidas, que seja da maneira mais digna possível, ou seja, aos noventa e nove anos, com o tênis de corrida ao pé da cama, fazendo sexo, quando o lustre do quarto cai sobre a sua cabeça. Pronto!…Melhor ainda do isso!? Bom….então……aos cem anos??!!

HSF

“Corredores. Sim, nós somos diferentes”

Saturday, March 21st, 2009

Academia de ginástica é um ambiente interessante pelos tipos que lá se vê. É tão eclético que encontramos pessoas das mais diversas profissões e motivadas pelas mais variadas razões para, muitas vezes, acordarem cedo ou deixarem de fazer outras coisas (…quase sempre menos interessantes…), para estarem lá, no meio de um monte gente suada, dando o seu “sangue”, por puro prazer ou, no mínimo, por reconhecer a necessidade de fazê-lo.

É também na academia que se conhece pessoas. Umas demoram mais do que outras para se “deixarem” conhecer mas, ao final, com o passar do tempo e com a “forçada” convivência, a primeira conversa “puxada” é questão de tempo pra acontecer.  Vou a academia bem cedo, quase todos os dias, para tentar fortalecer a musculatura (…já meio cansada de guerra…), principalmente dos membros inferiores, para que na hora em que eu estiver correndo, pelas ruas ou em qualquer outro ambiente, nenhuma surpresa desagradável apareça, fazendo com que eu fique de molho por prazo indeterminado.

Só tem que, devo admitir, ao contrário de outros praticantes de corrida, eu simplesmente adoro a esteira! Se existe o termo “rato de academia”, eu poderia perfeitamente me auto-denominar “hamster de academia”, porque parece adorar ficar correndo naquela rodinha, sem sair do lugar. Se eu prefiro a esteira à correr no chão firme? Depende. Se for um lugar bonito com árvores em volta, vento fresco no rosto, silêncio precioso quebrado só pelos sons de animais silvestres, não tenha a menor dúvida: jogo a esteira no lixo. Mas, se for num ambiente tenso, poluído com ruídos e gases de veículos, com risco de ser assaltado, quebrar o pé num buraco ou mesmo de ser atropelado, sou mais a esteira de academia, mil vezes. O meu preparador é que fica bravo, tentando me mandar para rua. Ele sabe que se depender de mim, fico é na esteira mesmo e, com isso, comprometo o treinamento dele…..rs…..

Num dia desses, após uma corrida de 1 hora na esteira, a uns 9 Km/h (…um treino pianinho….), estava eu alongando ainda em cima da máquina, quando se aproximou um senhor, de cabelos brancos, cujo nome não sabia, embora eu o visse todos os dias naquele local. Virou pra mim e perguntou:

- Rapaz, me desculpe a pergunta, mas tenho visto você correndo aí já não é de hoje. É impressão minha ou você, às vezes, fica rindo sozinho, enquanto corre?

- Olha, o senhor tem razão. Eu acho que eu fico rindo em alguns momentos mesmo…..

- Mas, isso é normal?! (brincou o velhor senhor). É o que você fica ouvindo no seu ipod, que o faz rir?

- Não…não. No ipod só tem música (principalmente reggae). Na verdade, não sei bem explicar não. Simplesmente me dá vontade de rir e é isso que eu faço….rs… (….não ia entrar no mérito de que aquela “euforia” se dava em função das doses de endorfina, proporcionadas pela corrida, jogadas na minha corrente sanguínea, né?!…rsss….Eu ia parecer um babaca, entrando nesta seara…..rs….)

- É………vocês, corredores, são bem estranhos mesmo, não é!? (…e voltou para o seu abdominal, morrendo de rir…).

Bem, “estranhos”, eu não diria. Mas, “diferentes”, com certeza! Isso me faz lembrar uma espetacular campanha publicitária promovida pela Adidas , que vi pela primeira vez, nas revistas “Runners” americanas, de 1999, que chegavam em minha casa com quase 2 meses de atraso, cujo título destacava exatamente a diferença típica de comportamento dos praticantes de corrida. Seu título original era “Runners. Yeah, we´re different“, que em tradução livre seria “Corredores. Sim, nós somos diferentes“. O mais engraçado é que a campanha “diz” tudo somente através de fotografias, extremamente oportunas e bem tiradas (…ou boladas…). É quando a gente vê corredores fazendo aquilo que para a maioria das pessoas é pura maluquice mas, pra nós, algo absolutamente comum.

Consegui algumas fotos da campanha original e terei o maior prazer em compartilhá-las com os leitores. São todas ótimas, mas tem duas melhores, na minha opinião. Uma é a foto de uma mulher com olhar intrigado ao ver um corredor de rua no warm up (antes do início da prova), colocando band aid no “biquinho” do peito (correr mais de 1 hora e meia sem esta “proteção”, causa uma assadura horrível, que você fica se lembrando por 15 dias, no mínimo). A outra é a de uma senhora que está num consultório médico espantada ao ver, nas paredes, tantos números de inscrição em diversas corridas de rua (…daquelas colocas no peito do corredores com quatro pregadores…), emolduradas, como se fossem diplomas de formatura. Provavelmente, o médico devia ser um orgulhoso corredor que fazia questão de mostrar em que cidades do mundo ele teve a oportunidade de correr. Repare que ganhar ou perder, não faz a menor diferença, neste caso. O fato de se ter participado e chegado é que deve ser lembrado, tanto é assim, que não há medalhas nem troféus pendurados, só a prova de que ele participou. O que mais posso dizer, antes de lhes apresentar a campanha? Coisas de corredor…..

HSF

runners_bandaid2_atireiopaunogato

runners_consultorio_atireiopaunogato

 

runners_nariz_atireiopaunogato

 

runners_pelado2_atireiopaunogato

runners_vaselina2_atireiopaunogato

runners_correndo_rio_atireiopaunogato

runners_carrinho_bebe2_atireiopaunogato

runners_banheiro_atireiopaunogato

A maratona e o preço que se paga

Wednesday, March 18th, 2009

Ninguém fica impune quando se propõe a concretizar, de verdade, uma realização do tipo correr uma maratona ou outra prova qualquer de longa distância e duração. Você (gordinho, completamente sedentário e despreparado) até poderia, cometer a insanidade de se arriscar a participar de uma prova de 5 K, por exemplo. Talvez até, dependendo do histórico anterior de exercícios da pessoa, ela consiga dar uma “enganada” na prova de 10 K.

Mas, quando estamos falando de uma meia-maratona em diante, não tem como. Neste ponto, a gente sai do campo do “querer” e entra no campo do “poder”. Aí, ou o sujeito paga o preço de se preparar com uma antecedência mínima de seis meses (o ideal é um preparo de 1 a 2 anos), se alimentar adequadamente, perder peso, treinar com disciplina, regularizar o seu sono, dormir cedo, acordar cedo, evitar álcool e comidas gordurosas ou o preço que vai pagar depois, poderá ser muito mais caro, do que simplesmente colocar os “bofes” pra fora, antes dos primeiros trinta minutos de corrida. Se ficar só nisso, no “mico”, pode saber que ficou no lucro.

No final do ano passado, resolvi programar a minha volta à prática a corrida, de forma mais sistemática e objetivando um preparo específico para provas de mais longa duração. Após os devidos e aconselháveis exames médicos, comecei 2009 colocando em prática este propósito. Com o acompanhamento permanente de um bom preparador (…que aliás, tá me e$folando…rsrs…), tenho visto enormes progressos na minha performance e visíveis mudanças no corpo. A mais notada, naturalmente, é que a gente “joga fora” aquele peso que só serve para dificultar o máximo de seu VO2 na corrida. A gente acaba secando mesmo!…rs…

Ontem, encontrei um amigo que não via há muito tempo. O cara é um conhecido boêmio, da noite mesmo, super engraçado e que não abre mão daquela “biritinha” (..tô sendo complacente…rs…) acompanhada de aperitivo, todo santo dia, a partir do “rush”, até Deus sabe a hora….É só olhar pra ele que se percebe a vida que ele gosta de levar, de forma consciente, que fique bem esclarecido. Aí ele vira pra mim e fala:

- Rapaz!!!!!!!!!!! O que houve com você? Tá doente? Você secou!!…

- Não, cara. Só voltei a correr. Aí, você sabe né, precisei cortar algumas coisas como bebida, frituras e aquele nosso velho churrasquinho do “rush”….

- Como é que é!? Parou de beber?

- É, pelo menos por enquanto…(falei isso pra não ficar parecendo que eu teria algo contra quem bebe….rs…)

Aí a figura se aproxima de mim e fala baixinho no meu ouvido: “…cuidado, hein!? …A vida é uma só!….”. A gente riu bastante e depois se despediu.

Quando eu voltava pra casa, parado num sinal (farol, pra paulista entender…), aquela frase dele ecoou mais uma vez na minha cabeça. Só que desta vez, não deu branco não, a resposta, em pensamento, saiu de imediato: “é…eu tenho certeza de que a vida é uma só! É por isso mesmo que eu mudei…“.

HSF

David Blaikie, ultramaratonista canadense…

Sunday, March 15th, 2009

Talvez a essência da Ultramaratona seja sua suprema falta de utilidade. Não faz sentido, num mundo de naves espaciais e supercomputadores, correr vastas distâncias a pé. Não há dinheiro e nem fama envolvidos na maioria das provas, freqüentemente nem mesmo há a aprovação dos familiares e entes queridos. Mas como afirmam poetas, apóstolos e filósofos desde os mais remotos tempos, existe muito mais na vida que a simples lógica e o bom senso. Os Ultramaratonistas percebem isso instintivamente. E eles sabem algo mais que está perdido no sedentarismo. Eles entendem talvez mais que ninguém, que a porta para o espírito se abrirá com o esforço físico. Ao correr tão longas e extenuantes distâncias eles respondem uma chamada do mais profundo de seu ser – uma chamada que responde quem realmente eles são”. ( David Blaikie) 

Veja também aqui um texto muito interessante sobre ultramatona, escrito por André Vasquez*, consultor da Webrun. (De onde colhi esta frase do Blaikie). 

*Aproveitem para observar e admirar o vasto currículo de corridas do André Vasquez……..codeloco……..